A data Fifa está chegando ao fim e, quando a bola voltar a rolar nos clubes, Vinicius Junior será um dos nomes mais observados do futebol europeu. O brasileiro, que nos últimos cinco anos foi sinônimo de decisão no Real Madrid, soma apenas um gol e três assistências em oito jogos nesta temporada 2026/27 - números que destoam completamente do que o torcedor merengue se acostumou a ver.
Nas últimas cinco campanhas, Vinicius marcou pelo menos 20 gols por temporada em todas as competições, somando 70 assistências nesse período. Foram contribuições decisivas para dois títulos de La Liga, uma Copa do Rei e duas Champions League. Mesmo durante os últimos dois anos sem taças importantes - algo inédito para o clube desde a década de 2010 - o atacante seguiu entregando números de outro patamar. Enquanto a torcida acompanha pelos aplicativos de resultados ou até se distrai em plataformas como o spin and win cassino durante os intervalos, o que se discute nos bastidores do Bernabéu é bem mais sério: a queda de rendimento de um dos maiores nomes do elenco.
Os números por trás da seca de gols
A ausência de gols no início da temporada não é coincidência. Vinicius está simplesmente finalizando menos e com menor qualidade. Ele mantém uma média de 10,35 toques na área adversária a cada 90 minutos em La Liga e Champions League, acima dos 9,75 da temporada passada. Porém, suas finalizações totais caíram para 3,31 por jogo, e as finalizações certas para 0,83 - ante 3,54 e 1,49, respectivamente, em 2025/26. O resultado é um xG de apenas 0,59 por 90 minutos, bem distante do 1,05 do ano anterior.
Menos goleador, mais criador
Há, no entanto, um lado positivo nos dados. Embora finalize menos, Vinicius está criando chances de maior qualidade para os companheiros. O volume total de chances criadas caiu de 2,12 para 1,79 por 90 minutos, mas as grandes chances aumentaram de 0,34 para 0,41. Na La Liga, seu xA saltou de 0,18 para 0,28, e ele precisa de apenas mais duas assistências para igualar o total da temporada passada, quando atuou em 36 jogos no campeonato. Os cruzamentos também aumentaram significativamente, de 1,78 para 2,76 por partida, refletindo um jogador mais disposto a servir do que a finalizar.
Menos envolvido, mais cauteloso
Outro dado chama atenção: Vinicius está tocando menos na bola. Sua média de toques caiu de 57,13 para 48,73 por 90 minutos, mesmo ocupando as mesmas zonas do campo, segundo os mapas de calor. O número de dribles tentados também diminuíu, de 5,63 para 4,56 por jogo, sugerindo um jogador mais cauteloso, menos disposto a arriscar duelos individuais como antes.
Contexto do time e o toque de Mourinho
O cenário coletivo também pesa. O Real Madrid já perdeu duas vezes em sete rodadas de La Liga, seis pontos atrás do Barcelona, que mantém campanha perfeita e já balançou as redes 13 vezes mais que os merengues. Nomes como Kylian Mbappé, Jude Bellingham e até Arda Guler têm assumido o protagonismo ofensivo que antes pertencia quase exclusivamente a Vinicius.
Curiosamente, enquanto os números ofensivos caem, os defensivos sobem: o brasileiro aumentou sua média de desarmes, interceptações e recuperações de posse no terço final de campo. Isso reflete, em parte, a mudança de estilo sob o comando de José Mourinho, com a posse de bola do Real Madrid caindo de 59,4% para 52,5% na La Liga - uma equipe mais pragmática, mas que ainda busca a melhor forma de extrair o talento de um jogador decisivo como Vinicius Jr.