Trinta e duas seleções terão o direito de sonhar com o título da Copa do Mundo Feminina quando o torneio começar no Maracanã, no Rio de Janeiro, em 24 de junho de 2027. A atual campeã Espanha, que bateu a Inglaterra na final de 2023, chega como principal favorita a repetir o feito, mas o caminho até lá ainda reserva definições importantes: apenas 18 das 32 vagas estão confirmadas, e nomes de peso como Inglaterra, Estados Unidos e Holanda seguem em busca de classificação.
As eliminatórias já produziram uma reviravolta histórica, com a Nigéria - presente em todas as edições da competição - próxima de ficar de fora pela primeira vez. Com o fechamento das vagas previsto para fevereiro, o quadro de participantes ainda pode reservar outras surpresas antes da definição completa dos grupos.
Estreantes e seleções em ascensão
Argélia e Malawi representam as novidades confirmadas até aqui. A seleção argelina chega após campanha histórica até a semifinal da Copa Africana de Nações, apoiada em uma defesa sólida, mas ainda carece de rodagem internacional fora do continente africano. Já Malawi surpreende por outro motivo: conta com a dupla de irmãs Temwa e Tabitha Chawinga, hoje referências no futebol feminino mundial, e chegou à final da Copa Africana de Nações em sua primeira participação, em 2026.
Outras seleções também despontam como possíveis zebras do torneio. A Coreia do Norte retorna após 16 anos de ausência em Copas do Mundo adultas, embalada por conquistas recentes nas categorias de base. Camarões chega como campeã africana pela primeira vez, enquanto Colômbia e Argentina mostram evolução constante desde 2023, com a seleção colombiana mirando repetir ou superar as quartas de final conquistadas na última edição, agora atuando como uma das sedes.
As grandes forças da Europa
O continente europeu segue concentrando boa parte das favoritas. Suécia, vice-campeã em 2023, França, Alemanha e Inglaterra aparecem entre as seleções mais bem posicionadas, somando tradição, profundidade de elenco e protagonismo recente em grandes torneios. A Inglaterra, no entanto, ainda depende da repescagem da Uefa para confirmar presença no Brasil, assim como a própria Suécia, com a definição esperada para dezembro, pouco antes do sorteio dos grupos.
A Holanda, finalista em 2019, e o Japão, semifinalista na última edição, completam o grupo de seleções com histórico recente de boas campanhas e elenco capaz de incomodar qualquer adversária ao longo do torneio.
Espanha, Brasil e Estados Unidos no topo
Apesar da concorrência crescente, a Espanha segue como referência absoluta. A vitória recente sobre os Estados Unidos, mesmo sem nomes como Aitana Bonmatí, Mapi León e Claudia Pina, reforçou a sensação de que a equipe comandada por suas principais estrelas segue à frente das demais candidatas ao título, com elenco amplo e consistente.
Como anfitrião, o Brasil tem a chance de buscar seu primeiro título mundial feminino com o apoio da torcida no Maracanã, enquanto os Estados Unidos, ainda sem vaga confirmada, carregam o status de tetracampeões e a tradição de sempre figurar entre as favoritas em qualquer Copa do Mundo que disputem. A definição completa do quadro de 32 seleções, no entanto, só deve ocorrer nos próximos meses, conforme avançam as eliminatórias pelo mundo.